"Não precisamos ter estádios maiores, dando prejuízo"
Estádio para o Brusque
No que depender da Havan ou do empresário Luciano Hang, a construção de um estádio para o Brusque Futebol Clube ainda é um sonho distante. Em entrevista à Rádio Cidade na noite de ontem, quinta-feira (14), o dono da rede de lojas disse que, antes disso, é preciso investir na montagem de uma equipe competitiva e ganhar títulos para, depois, avançar nesse tema.
Hang conversou com a emissora durante o lançamento do novo uniforme do clube, nas dependências da loja. Na oportunidade, ele foi categórico ao afirmar que adaptar a atual estrutura do Augusto Bauer, que pertence ao Carlos Renaux, é a saída mais prática a curto prazo.
“Quem sabe possa arrumar o que está aí. Em um primeiro momento, vamos instalar arquibancada móvel. Mas temos que fazer estudo: quem sabe pegar o ‘Gigantinho’ e levar ele como acontece no futebol da Inglaterra, onde times menores têm estádios menores. Não precisamos ter estádios maiores, dando prejuízo”, frisou ele.
Hang citou exemplo de estádios no próprio Brasil, principalmente na região Norte, como a amazônica. Na visão dele, são estruturas gigantescas, mas que amargam, da mesma forma, grandes prejuízos do ponto de vista financeiro.
“Temos que ter estádios menores, compactos, que recebam bem os torcedores e possamos investir no time para trazer alegria”, prosseguiu ele.
O empresário acredita que tratativas junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para que se mude a regra sobre a capacidade dos estádios a depender da competição (na Série B do Brasileiro são exigidos, no mínimo, 10 mil lugares) seja o mais adequado neste momento.
A Havan é o maior patrocinador do Brusque Futebol Clube e, por isso, tem estado à frente das tratativas sobre a construção de um estádio. Um dos imóveis que despertou interesse é o em que atualmente está a sede do Sesi, em Brusque, no bairro Limoeiro. As negociações, no entanto, com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) não avançaram por conta do leilão que precisa ser feito pela entidade.
Colaboraram Dirlei Silva e Matheus França